Flagger é o termo originado da língua Inglesa que significa pessoa que interage com bandeiras. É um “apelido” por assim dizer, a aqueles que são porta estandartes e manipuladores dos tecidos. O termo flagwaver, também de origem Inglesa, pode ser usado, por significar aquele que dá movimento suave e ondular ao tecido. Mas o que representa ser flagger para o próprio flagger? Qual a sua “tarefa”? Relembrar o místico ou uma apresentação artística? Ambos se confundem no universo de quem manipula as bandeiras. Neste pequeno, mas muito propício texto de um amigo e mestre flagger, as sensações se fundem ao malabarismo, tornando para todos: quem as manipula e quem as vê um esplendoroso espetáculo.

André Flagger

SER FLAGGER

(por Rodrigo Bimbati, Abril de 2005)

Levantas as mãos significa se conectar com o universo, pois você recebe a energia que vem do cosmos, a energia de todo o astral se concentra em você como num tubo de luz. Então, por alguns momentos, você conhece todos os segredos do universo. Então ser flagger significa estar sempre pronto para se conectar com o universo.

Ser flagger significa levantas as mãos no sentido de cumprimentar a vitória, reverenciar o cosmos, ou ser capaz de se conectar com as energias siderais. No momento de rodar as bandeiras, você espalha toda essa energia para as pessoas, no sentido de contribuir com a viagem particular de cada pessoa. Levando seres humanos a se comunicarem com o astral e descobrirem aos poucos as maravilhas de ver a vida com outros olhos, olhos da sabedoria e sensibilidade.

Olhos de quem já presenciou isso antes, olhos de quem apenas está relembrando antigas sensações, sensações que temos quando ainda fazemos parte deste cosmos, quando ainda somos energia condensada, antes de reencarnarmos em serem humanos. Ser flagger é ser um portal de abertura para que as outras pessoas façam a passagem de simples mortais para pessoas especiais, para assim, serem capazes de ver e enxergar os espíritos das outras pessoas, compreender os sentimentos.

Então ser flagger é ser portal, é ser estrada, é ser condutor de amor, emoções e sabedoria de todos aqueles dos quais você um dia conduziu para este outro mundo. E essas pessoas sempre lhe reverenciarão em suas viagens, pois aprenderam a se comunicar com esse outro mundo, em suas viagens particulares, através de você.

Rodrigo Bimbati (12/04/2005)